Como montar seu figurino dos anos 1950 e 1960 (parte 1) - O ABC das saias rodadas

by - outubro 30, 2019


Lembrou de anos 1950 e 1960, lembrou de quê? Saia rodada!

O tema mais pedido do milênio chegou, pode agradecer a São Expedito pela graça alcançada 😂😂 a moda feminina das décadas de 1950 e 1960 é o assunto mais pedido e são vários os motivos que a tornam ainda muito popular.

O fato é que a moda deste período reúne alguns elementos de cultura e comportamento que se refletem na publicidade de moda e nos modos de vestir: a feminilidade, juventude e romantismo são alguns deles.

Outra coisa que torna este look popular é que ele é relativamente fácil de montar: há diversas marcas  grandes e pequenas que utilizam este recorte temporal da moda para fazer suas coleções. Além disso, as pinups brasileiras e as dançarinas de rockabilly utilizam bastante estas referências dos anos 1950 e 1960 para compôr seu estilo.

E há também as nossas amigas que realmente usavam estas saias nos anos 1950 e 1960 e estão aí, vivíssimas e esbanjando saúde! E as suas filhas e netas que se lembram delas!

Por causa disso, a série "Como Montar seu Figurino" vai seguir tratando da peça mais icônica quando se trata das décadas de 1950 e 1960: a saia rodada.

vestido rodado
1950s: para quem é do time das bolinhas, taí um aperitivo rsrs


A silhueta dos tempos pós-guerra: tem pano, vamos usar!

A Segunda Guerra termina em 1945 e o racionamento de tecidos em 1946 e 1947, enquanto a Europa organiza sua reconstrução. As casas de alta-costura francesas reabrem. E despontavam nas revistas de moda saias mais longas e volumosas, cobrindo novamente os joelhos, antes quase descobertos devido às regulamentações para economia de tecidos durante o conflito.

Em janeiro de 1946, até antes disso, a colunista Georgette de Lys da revista A Noite Ilustrada já anuncia:

Os vestidos franceses voltam a nos encantar com sua graça e real originalidade. Observem estas saias amplas, revolucionárias. Depois de seis anos de racionamento de tecidos. Já é um desafogo poder contar com tanto material. É a paz que chegou.

Após anos de privações, o desejo de reforço da feminilidade e do luxo se opunham à simplicidade dos tempos de guerra. Christian Dior, mas também Pierre Balman e Cristobal Balenciaga e outros tantos estilistas reconheceram esta tendência, desenhando concomitantemente saias amplas com cinturas acentuadas (embora Dior e sua coleção New Look de 1947 receba quase todo o crédito).

A nova silhueta destacava as curvas do corpo feminino, enfatizando o trio busto/cintura/quadril. A mulher da fábrica em seus macacões largos está no passado. A mulher do presente aguarda, perfeita, o marido que volta do trabalho (e não do front). E ela tem que estar linda, ser capaz de gerar bebês saudáveis e manter o lar impecável e feliz. A flor, o tom rosa, a fragilidade, um ar infantil. E as mocinhas eram criadas para isso.

Meio Cinderela, né?

1951: vestido rodado e bolero proposto pelo ilustrador Ramón para a revista Fonfon. Que capa fantástica!
Fonte: Hemeroteca Digital Brasileira.

Para todo esse ciclo da maternidade (dos filhos e do marido rsrs), nada mais anatomicamente simbólico que quadris e seios médios a grandes, que por meio da ilusão de ótica pareciam maiores do que eram quando a cintura era marcada e bem fina. Já os ombros passaram a ser "naturais", sem ombreiras, um traço forte do militarismo dos anos 1940 e aumentando a leveza do corpo. A nova silhueta é a de ampulheta: maior em cima e em baixo e estreita no centro.

Logo, para este modelo físico e comportamental de mulher, a saia rodada cumpriu bem o seu papel.

E pensa num tendência que durou, viu? A saia rodada reinou absoluta, com pequenas modificações, até meados dos anos 1960, quando as minissaias passaram como um rolo compressor por cima de tudo.

Bom, estes eram os ideais dos anos 1950 and 1960, que podem deixar algumas pessoas de 2019 meio chocadas. Se era bom ou ruim? Não sei, eu não estava lá HAHAHA

betty draper
1960s: Betty Draper: linda, de saia rodada e enteadiadíssima com o tal ideal de família perfeita.


Anatomia da saia rodada: ilusão de ótica, tecidos e com o quê combinar

Como já dito, a silhueta predominante dos anos 1950 e 1960 era do tipo ampulheta: destaque nos seios em cima, cintura fina no meio e quadris largos embaixo. Mas nem todo mundo tinha tanto peito ou tanto quadril, e algumas não tinham a cintura tão fina, então a saia rodada era perfeita para brincar com a ilusão de ótica.

Como se consegue esse efeito? O cós da saia ou junção do vestido é justo e se posiciona na cintura real. A cintura real fica alguns dedos acima do umbigo, na parte de menor circunferência do tronco. Sabe quando você coloca as duas mãos na cintura, bem bule de café? 😏 então, olhando no espelho, faça isso e veja em qual parte do tronco sua cintura é mais ondulada, em qual parte ela parece mais fina. 

Então, aquela curvinha do violão é a sua cintura real. É ali que o cós deve ficar. Para reforçar mais mais, ainda se colocava um cinto (já vimos este artifício antes aqui). E é esta a cintura que prevalece nos anos 1930/1940/1950/1960 e é isso o que faz, muitas vezes, as pessoas lembrarem destas décadas como o tempo da elegância, etc e tal: as roupas acinturadas.

Você que cresceu na era Britney Spears vai reparar que sua cintura é bem mais alta do que você imaginava 😂😂

E o outro truque para aumentar os quadris era colocar anáguas bem bufantes, de algodão, tafetá ou nylon. E não apenas uma, várias!!!

infográfico de moda
O primeiro infográfico a gente nunca esquece (rsrs)

Tecidos

os tecidos das saias e vestidos eram encorpados: o algodão e a lã eram as matérias-primas mais frequentes sobretudo nos modelos americanos porque a indústria têxtil dos EUA era muito forte. No Brasil, as revistas brasileiras antigas como Jornal das Moças e Fon-fon citam o algodão, mas também o linho, a seda, o tafetá, a laise de algodão, o fustão, o piquê e mesmo o crepe.

Ou seja: fibras naturais.

Gradualmente, tecidos sintéticos apareceram, mas misturados com fibras naturais, como a proporção 60% lã e 40% Orlon (um tipo de acrílico) que é o tecido que mais encontro referências na década.

O algodão era bem versátil por conta do preço mais acessível (ainda é) e da variedade de estampas. Para você ter uma ideia, o design de tecidos na década de 1950 avançou cada vez mais (já vinha um trem doido desde os anos 1920), produzindo padrões criativos e novadores, sobretudo no campo dos florais e abstratos com cores bibrantes (há alguns livros que falam sobre isso).

Neste caminho, os tecidos lisos continuavam a aparecer, associados às estampas florais, listradas,  xadrezes, abstratas, com desenhos de frutas, casinhas e barquinhos, e sim, bolinhas (!). Ou ainda se misturavam os padrões: florais com bolinhas, ou florais com listras, como você pode ver abaixo.

saia de bolinha
1958: catálogo da Sears, EUA.
Veja a diversidade de estampas e cores do algodão.
 Fonte: blog Gray Flannel Suit.

Comprimento: 

O comprimento mais comum era próximo com o que hoje chamamos de midi: entre a canela e o joelho. No começo dos 1960, esse comprimento foi subindo, quase alcançando os joelhos. eu particularmente prefiro as mais longas, embora as mais curtas um pouco abaixo do joelho sejam as mais fáceis de achar.

Além disso, quanto mais em direção dos anos 1960, menos armadas e longas as saias ficavam. A imagem seguinte mostra Marta Garcia, a Miss Brasília de 1960, posando em frente a um dos marcos da nova capital. Repare como já neste ano a roda da saia é menor e o comprimento mais curto.

Mas ó: mostrar joelho que é bom, não mostra. Só lá pra 1964 ou 1965. Mas saia rodada mesmo não tem joelho, não rsrs

miss brasília
1960: a miss Marta Garcia na revista Manchete. O comprimento da saia já quase na altura do joelho.
Fonte: blog Kike da Bola.

Combinando blusa com saia: 

Em geral, as blusas dos anos 1950 e 1960 eram mais simples e modestas que aquelas dos anos 1930 e 1940: não tinham tantas pregas, franzidos e recortes. Eventualmente tinham bordados em ponto cruz e livre. O visual era mais limpo, mas não menos elegante. Mangas bufantes ainda existiam, mas não eram mais a regra. As mangas para o dia-a-dia eram retas.

saia rodada
1950s: revista de moldes La Blouse Chic/França
Blusas de mangas retas eram as preferidas pois poderiam ser usadas em uma variedade maior de ocasiões.
Fonte: acervo pessoal.

Nestas décadas, mostrar um pouco mais dos braços já era algo mais natural do que em 1930 e 1940, então camisas e blusas com mangas japonesas (mais curtas) ou quase regatas eram uma aposta certa para saídas mais informais, como a praia, o campo ou o esporte.

No trabalho ou na rua, caso a moça saísse sem blusas de mangas retas, o esperado era que se cobrissem os ombros com bolerinhos, cardigans, suéteres ou casaquinhos.

Um outro lance: era mais fácil combinar as saias com blusas de cores sólidas e em tons claros: branco (disparado), amarelo, rosa claro, azul-claro, verde-claro. Bonequinha. E teve um tempo na década de 1950 que vermelho foi a cor do ano. Xadrezinhos também eram uma boa pedida.

O truque para aumentar os quadris: anáguas e mais anáguas

Para conseguir que a saia ficasse armada, não bastava que o tecido fosse estruturado. Era preciso preparar a armação, o recheio, e aí é que brilham as anáguas.

As anáguas eram roupas de baixo que nas décadas de 1950/1960 poderiam ser feitas de tafetá, algodão ou nylon. Elas garantiam a sustentação da roda: sem ela, a saia ainda ficava muito bonita, mas "murcha". Então o número de anáguas variava de uma a até dez, dependendo da quantidade de volume que a moça queria na saia.

Mas a anágua bufante era opcional. Já vi inúmeras fotos de moças usando saias rodadas com pouca ou nenhuma armação, como na foto abaixo da minha coleção. Não se vê a anágua, porque provavelmente era do modelo reto e sem volume, só pra garantir que quando o vento soprasse, não se mostrassem as vergonhas 😂 (e eu sempre esquecendo desse truque de ouro 😐).

alameda nothmann
1957/1958: Rosa e Lourdes, São Paulo/SP.
Note a ausência de volume das saias. Note também seus comprimentos e tecidos 
Fonte: acervo pessoal.


E os tamanhos maiores? 

Para os manequins de tamanhos maiores também haviam alternativas. Aumentar os quadris e o volume dos seios podia ser desfavorável para corpos com medidas fora do padrão ideal dos anos 1950 e 1960 (= trio 90 cm/ 60 cm / 90 cm). 

As soluções para não ampliar ainda mais a figura passavam por utilizar saias com menos franzidos e pregas na região da cintura. Se faz muito uso do modelo evasê: na cintura não há franzido, ela é reta, mas a barra é mais larga. Esta modelagem mantém uma roda e garante um aspecto de armação da saia, mas com um volume mais controlado.

A foto a seguir, do catálogo americano Lane Bryant de 1957, voltada para manequins maiores e acima de 30 anos. ilustra um pouco destas soluções. É possível notar algum volume nas saias proporcionado por uma única anágua bufante. Há sempre uma linha vertical no centro do corpo, dividindo o tronco e dando a impressão de divisão (visualmente reduz as medidas? tenho essa impressão). O cinto era obrigatório para todos os corpos por causa da tal ilusão de ótica.
tamanhos grandes vintage
1954/1955: catálogo Lane Bryant (EUA).
Saias evasê eram a saída para não aumentar muito o tamanho do quadril. Todos os modelos são adoráveis!
Fonte: acervo pessoal.

É engraçado que...bem, elas ainda parecem magras...é porque acontecem muitas coisas aí. Uma delas é que a percepção de tamanhos maiores de 1950 e de 2020 são diferentes...e outra é que estes corpos estão todos corsetados. Sim, e o tal corset é muito mais restritivo que qualquer outro que você tenha visto em qualquer década. E eu tenho as fotos pra provar!!!

Porém, isto é tema para outro post, longo, (pode ser) polêmico e que eu tô enrolando pra escrever.

Mas calma, ninguém saía pelado na rua! Então as dicas aí da Lane Bryant já adiantam alguma coisa (assim espero).


Acessórios:

Luvas, sapatos, anáguas, bolsas e chapéus.........são estes detalhes que dão o toque vintage de verdade! Afinal, a saia isolada não vai lembrar nada da estética da década se o seu intuito é ser autêntico ou historicamente correta (as xiitas HAHAHA). Pelo menos uma coisinha a mais tem que pôr aí. Pois....esse tópico é longo e já vi que tem que ser tratado em parte 2, 3, 4, 548....bom, vamos aguardar.

Ah, reparou nos cabelos curtos em TODAS as fotos? Pois é, meu bem.....pode passar a tesoura de jardim neste cabelinho aí 😂😂

Pronto, tá montada a base do seu figurino 😁

Modelagem das saias rodadas: nem tudo se chama saia godê

Vou comentar e mostrar brevemente alguns modelos de saias rodadas. Acima eu já comentei um pouco sobre a saia evasê e a seguir vou falar de outros modelos.

Só lembrando que há ainda mais modelos, mas por enquanto falar só destes já tá bom rsrs


Saias franzidas retas x saias franzidas godê

Godê é o nome de uma das técnicas para fazer a roda da saia cada vez maior, mas não é a única técnica. E é por isso que prefiro falar genericamente em saia rodada e não godê assim diretão.

A técnica godê é feita cortando o tecido no viés (em 45º), após calcular o raio desejado da cintura.  Assim, era possível fazer saias com rodas diferentes, mais ou menos amplas.

Então existe a saia de 1/4 de godê, de 2/4 (godê simples), de 3/4 de godê e de 4/4 (godê total). Haja pano pra gastar!!!!

Saia rodada
Modelo esquemático de saias godê. quanto mais quartos, maior a roda.

Por isso que tecnicamente, não faz sentido falar só "saia godê". A costureira vai olhar pra você e falar: "godê de quantos?" E você vai ficar ali com cara de paisagem 😐

É muito mais normal fazer saia rodada sem cortar no viés. É só cortar reto no fio do tecido (0º grau) e franzir na cintura. E a saia godê também, a priori, se franze na cintura. O que muda é o jeito de cortar!!!

Então são técnicas diferentes que dão quase o mesmo efeito. Quase.

Então para quê se corta em godê, em 45º graus?

Porque o caimento da saia fica mais leve embaixo, fica ondulado, balança, tem movimento... não fica reto e armado. Agradeça esta invenção aos anos 1930 (melhor década!). Veja a barra do vestido da moça de amarelo da foto abaixo, compare com a moça de verde, leia a legenda e volte ao início deste parágrafo 😁

Viaduto do Chá
1950s: garotas passeando em São Paulo/SP. 
A única saia godê com certeza é a da moça de amarelo (a estampa da saia a 45º). 
Colorização por Reinaldo Elias.
Em inglês, a saia godê total se chama "full circle" e existe a mesma polêmica. Tem até um episódio de um podcast que trata desta grande briga acadêmica kkkkkk Toda saia rodada chamam lá de full circle, mesmo feitas com outras técnicas. Aí quem costura reclama da confusão, aquela coisa de sempre.

A pessoa que vos fala adora um dicionário: então godê é no viés e o que não é viés não é godê.

Bora pra próxima.

Saia em panos 

A saia em panos ou nesgada é montada a partir de 4 a 12 painéis verticais que, costurados juntos formam uma saia de roda ampla. 

Quando visitei o acervo da Modateca, no SENAC, tive a oportunidade de ver um vestido dos anos 1950 com essa modelagem maravilhosa.

1953: saia em 8 panos, elaborada pela McCall.
Fonte: So Vintage Patterns.
(ufa, essa foi fácil...)

Saias plissadas e saias pregueadas

As saias plissadas são aquelas formadas por várias pregas pequenas em sequência e de tamanho similar, ao longo de toda a roda. Pouca gente sabe, mas tinha que mandar o tecido para plissar. Sim rsrs ele não vinha assim pronto desse jeito. Era preciso levar o corte de tecido para um plissador. Lá um profissional especializado iria colocá-lo na fôrma ou na máquina de plissar, onde ficaria por semanas. Aí você iria lá buscar, e depois costurar e depois tomar cuidado toda vez que lavasse caso o tecido fosse de fibras naturais, para a saia não perder a forma. Então o plissado é mecânico!

Meio trabalhoso, né?

Quando os tecidos sintéticos chegaram em meados de 1950, este processo facilitou a vida das mulheres. Uma vez deformado, dificilmente o tecido voltava à forma inicial. E bom....tecido sintético é formado por polímeros = +/- plástico. Então era ótimo que o corte viesse já plissado de fábrica ou que se plissasse só uma vez na máquina, botava pra lavar sem frescura, já era.

saia plissada
1958: Vestido plissado. O tecido sugerido é construído com fibras sintéticas. Eu adoro este vestido e o combo completo! Luvas, sapato e beret!
Fonte: revista alemã Gunther Moden n.09 (acervo pessoal).

Já as saias pregueadas são aquelas feitas sem apoio mecânico. As pregas são formadas por dobras consecutivas, geralmente mais largas que as plissadas e que se dissolvem no caimento. Ou seja, as pregas se mantêm só próximas ao cós, mas não na barra porque não foram prensadas.

A saia "colegial" é muito lembrada quando se fala deste modelo.

No anúncio seguinte, vemos uma propoganda interessante da memória têxtil brasileira: um anúncio do tecido "popelinita" (um composto do algodão), feito pela CIA Gaspar Gasparian (veja um outro exemplo aqui). A estrela da campanha veste um maravilhoso vestido marrom de pregas, sem mangas e quatro botões na frente.

saia pregueada
1958: vestido de pregas, em propaganda do tecido Popelinita, um derivado do algodão fabricado no Brasil em 25 cores. Adoraria ter este catálogo de amostras!
Fonte: Revista Capricho n.91 (acervo pessoal).

Agora acabou, graças a Deus...

Chegando ao fim porque já bateu o cansaço

Espero que o texto tenha sido legal para você que quer adotar o estilo, mas também para você saudosa da moda destas décadas! Quantas aqui não viram suas mães e avós se vestirem para o dia-a-dia, ou para uma festa ou um baile, com anáguas e saias rodadas? Muitas!

Com estas dicas já dá pra montar uma base bem legal e seguir as musas das séries, seja Betty Draper ou Mrs. Maisel rsrsrs

Para as meninas que seguem a linha historicamente correta (eu no caso rs), o que tenho a dizer é o seguinte: pelo amor de Deus.....neoprene, two way, poliésters e outros nomes estranhos não tem nada a ver com saia rodada. Muitos destes tecidos nem existiam. Fora que a durabilidade é questionável e logo estão cheios de bolinhas (não aquelas das estampas rsrs). Mas se for realmente necessário, tente comprar um tecido de qualidade. Existiam sim, os tecidos mistos nos anos 1950s (derivados de nylon), mas isto não quer dizer que nylon é poliéster. São materiais diferentes....na segurança, use um algodão 100%.

Já os tecidos plissados compensam ser sintéticos, porque as pregas são eternas neste tipo de material.

Se for comprar, sinta bem o toque, a textura, se brilha demais, se estica demais. Analise. Pense: "Este pano parece com os anos 1950/1960?" e pense: "Este pano vai durar? É de qualidade? Presta pra roupa boa?"


Dica da vida: uma boa roupa com um bom caimento só fica bem com algum investimento. O algodão mais barato ou o sintético mais barato vai gerar uma roupa com aspecto barato 😐 Desculpa, valeu.

Gente, obrigada por ter lido até aqui!!! Compartilhem e divulguem este conteúdo nas redes sociais! Deu trabalho HAHAHA. Aquele abraço! 


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7 comentários

  1. Cara, que demais o seu trabalho! Incrível! Para usar como referência! Ficou excelente! Muito obrigada e parabéns ♡

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    1. Patrícia, obrigada pelo incentivo! Fico contente por ter gostado e por ter achado que é uma boa referência :) um abraço!

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  2. Adorei o post, muito informativo! Também amei seu "primeiro nfográfico" está, digno de Pinterest, tá tudo muito bonito, muito bem trabalhado, está de parabéns, amando tudo! A sua recomendação para um vestido ou conjunto do dia a dia seria de qual tecido? Obrigada, esperando os próximos posts! Bjinhos!

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    1. Débora, obrigada pela opinião sobre o infográfico! À princípio eu achei muito feio porque nunca tinha feito um (hahaha!). Então pra tudo tem uma primeira vez rsrs sobre o vestido ou saia de dia, algodão (tricoline) é uma ótima escolha porque tem um peso legal, variedade de estampas e um preço acessível. Um beijo!

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    2. Obrigada por ter respondido! De fato o preço é bem em conta mesmo! Vou voltar a arriscar umas roupitchas para mim! Bjos!

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  3. Kati, estou batendo palmas de pé para seu post. Parabéns e obrigada de verdade pelo seu trabalho. Um post claro, explicativo, muito fácil e gostoso de ser lido. Essa época é minha paixão e até já ate dei adeus ao cabelão kkkk.
    Um beijo!

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    1. Oi, Fabi!!! Imagina, o prazer é meu poder falar sobre esse assunto que, assim como a você, também me fascina! Fico feliz porque você gostou, porque é muito longo e requer um pouco de paciência :)

      Quanto ao cabelão, adorei seu novo corte! E realmente é engraçado que por mais feminina e tudo o mais que essa década fosse, o moderno era ter cabelos curtinhos :)

      Beijão!!

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